Neste feriado viemos pra Ribeirão. A Tia Maria Ignêz, o Carlinhos e a Lya também vieram, super legal! Nós fomos ao Pinguim com o Rô e a Carol, à Recreativa com a família toda, a um restaurante japonês...fizemos macarronada na casa do papito e demos muita risada. Mas o programa que eu mais gostei foi visitar o Museu do Café e passear pela USP. Foi uma volta à infância! Nós comemos amora nos pés de amora ao lado da faculdade de Medicina, pegamos casquinha seca de cigarras, fomos ao campinho de futebol, visitamos nossa antiga casa, fomos até a "mansão manchete", uma arvóre enorme na qual passamos boa parte da infância...

Hoje em dia nossa casa está abandonada e vai se transformar no "Observatório da Violência e de Práticas Exemplares". Não sei o que significam essas "práticas exemplares". Mas é muito engraçado que a casa será um observátorio da violência porque lá rolavam altas porradas quando erámos crianças, brigas de irmãos mesmo, em que voavam facas e melâncias. Ótimos tempos aqueles :-)
Rô irmão, Ayana, Rô e Carol comendo amora:

Observatório da violêcia (só faltou o Rico!) :
4 comentários:
Hey Renatíssima!
É verdade, engraçado mesmo escolherem justamente essa casa para ser "observatório contra a violência"... Até eu tenho minha cota de violência registrada na frente dessa escadinha! Com direito à galera da rua toda assistindo (nós duas rolando aos socos na grama) e gritando "iaaaaa, iaaaaa!" Também lembro de uma faca de churrasco (daquelas com cabo de madeira) sendo arremessada e indo parar fincada em cima da proteção do trilho da cortina... Lembro de alguem correr atrás de algum primo, em volta daquela mesinha de mármore rosa da sala gritando "eu vou te mataaaaar"... Dos seus irmãos dando um caldo homérico no Alê numa baita poça de lama para estrear a roupa nova e branca dele. Dos tapas na frente do banheirão para ver quem ia tomar banho primeiro e, e outras coisinhas mais... Mas chega. Na verdade isso não é nada. Não quer dizer nada perto de tanta felicidade que experimentei e vivi ao lado dos meus primos mais queridos naquela casa mágica. Minhas melhores lembranças da infância moram lá, com vocês, e ainda povoam e colorem meus sonhos...
O cheiro de brigadeiro e bolo na cozinha depois de uma viagem demorada, os campeonatos noturnos para ver quem tomava leite mais rápido do prato sem usar as mãos, os jogos do copo de madrugada, as folias com a Kelly no quintal, as piscininhas de cimento e areia na mais tenra infência, a pitangueira sempre abarrotada, os passarinhos acordando a gente pela manhã, as escapadas de noite para ir patinar no balão, as bermudas de veludo recém-costuradas em cima da mesa de ping-pong no quarto dos fundos (!), os 510 discos do Iron Maiden do Rico, o seu disco da Madonna e o disco do The Doors do Rô, o RP-TV e os comerciais com longos períodos de tela preta em que absolutamente nada acontecia, as filmagens mega-cômicas com as primas e amigas da rua, a Renata "Rênaus" Costa, o Vlá, o Gui, o Dú (ai, ai, ai, o terror das primas) , o Gui (liiindo), o Souza, o Henrique Vichi(nevski?) - e seu cachorro master-assassino que me mordeu, mordeu o Alê e mais tarde mordeu e estraçalhou o coitado do Nick (o cachorro daquela menina que nem lembro o nome), o Renato, a ..., ai, nem sei mais! A rede deliciosa na varanda da frente, a garagem com aquela lousa na entrada, a portinha de tela meio destruída que dava da cozinha para o quintal, o aquário com mini-criação de lebistes (hahaha!), o quartinho da Denise e tantas outras lembranças... É isso aí.
Dani,
Impressionante a sua memória. Só quero fazer uma pequena correção: a histótia do "eu vou te matarrr..." correndo atrás do Fê com uma faca na mão foi em Aracaju, lembra???
Beijos,
Rê
Vixi, Rê, tem razão, hahaha! Vocês deram a volta na casa inteira, não foi só em volta de uma mesa...rs! Foi por causa do jogo de damas?!? Ah, lembrei dos joguinhos dentro daqueles cubos transparentes, uns com umas bolinhas de ferro para encaixar nuns buraquinhos. Esses sim ficavam em cima da mesinha de mármore na sua casa, né?
Foi incrivel esta volta ao passado. Fiquei um pouco triste em ver a situação das casas por lá, mas ao mesmo tempo eu também me lembrei do que passamos, como a Dani fez.
Beijo a voces.
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